Depois da mecanização, teremos a robotização

Escrevi o texto abaixo como comentário no fórum do Bootcamp de Analista de Dados do IGTI.

Vamos dar uma de advogado do diabo? Se você nem gosta, então nem leia…

Quando iniciei meus estudos em TIC, era comum ver professores abordarem o tema do mercado de trabalho da área. Sem perguntar, rebatiam as críticas causariam desemprego. “Vagas serão fechadas mas outras serão criadas com salários melhores”, diziam. Fato, mas há um porém: a TIC iria retirar mais salário do que gerar. Dito e feito. Atualmente, uma pessoa com uma planilha em Excel pode controlar uma organização inteira, só como exemplo. Claro que ela será mais remunerada (o que não quer dizer “bem remunerada”), mas nunca que alcançará a soma salarial das vagas que se tornaram desnecessárias.

O mesmo acontecerá com a inteligência artificial. Nós nos qualificamos para ocupar os postos que precisam de conhecimento de TIC, que estão em ascensão cada dia mais. “Não consegue emprego quem não se qualifica” diz o senso comum. Com a popularização dos mapeamento de processos, cada vez mais as organizações tinham como gargalos as tarefas repetitivas, realizadas por qualificados que operavam sistemas de computador. É aí que entre a Inteligência Artificial, que novamente substituirá o homem e a mulher. Não será mais necessário um operador humano para validar identidades e CPFs enviados, um bot pode fazer isso! E isto é só um exemplo entre infinitos. Ah sim, o discurso padrão, “mas agora haverá a vaga de criador de bot”. Claro… mas um bot criado por um humano pode substituir quantos? 

Mas, como diz o coaching, não vamos desanimar né? Vamos aqui fazer o Bootcamp Online de Analista de Dados do IGTI, se qualificar para manter a competitividade e torcer para que a nossa vida plena não alcance as possíveis previsões distópicas do desemprego em massa ou da revolução da Skynet. Bons estudos a todos!

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